quarta-feira, 31 de outubro de 2007
domingo, 26 de agosto de 2007

Biografia
João Paulo Gomes: artista popular
Nascido em outubro de 1984, João Paulo Gomes sempre demonstrou habilidades para o trabalho na agricultura, junto de sua família tão estimada, seu pai Antonio Bernardino de Oliveira e Dona Maria de Lourdes Gomes de Oliveira.
Filho natural de Madalena, foi lá que João Paulo passou sua infância e juventude, morava com seus pais na antiga Fazenda São Joaquim, na qual veio a se tornar assentamento, dia 25 de maio de 1989, onde nasceria o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST no estado do Ceará.
Com o passar dos anos, mais precisamente em 2000, João Paulo ingressou como militante do MST. Saiu de sua terra natal para acompanhar o MST em suas lutas, na busca de uma Reforma Agrária urgente e verdadeira. Foi para Aracati, depois para Canindé, local onde fixou residência junto de sua esposa Celina Lima, no assentamento Terra Livre.
Sua trajetória musical se inicia em Canindé, quando conheceu o também militante, cantor e compositor Fernando Miguel. João Paulo admirava os toques do violão e, mais tarde como autodidata aprendeu a tocá-lo. Em 2003 compôs sua primeira canção, intitulada “Terra ansiosa”. Em 2005 teve seu primeiro contato com Zé Pinto e Pedro Munhoz, cantores e compositores populares conhecidos nacionalmente, na I oficina de Música para a Marcha Nacional pela Reforma Agrária, de Goiânia à Brasília. Ainda em 2005 foi para Escola Nacional em Brasília, lá ele passou 3 meses em formação, no qual teve a oportunidade de conhecer novas amizades e compor novas canções.
Ainda este ano participou do primeiro CD do MST Ceará, juntamente com outros cantores e compositores do estado. Este CD foi produzido para comemorar o aniversário de 15 anos do Movimento no estado.
Em 2006, João Paulo Gomes gravou seu primeiro CD, “Um povo que caminha”, com composições próprias e inclui uma canção popular mineira “Dona Mariana” de autoria de Pereira da Viola e, um grande sucesso junto às crianças.
Em
João Paulo Gomes, com todo o seu carisma é capaz de dar vida às suas belas canções e, de nos contagiar a entrar na luta pelos nossos ideais.
Celina Lima
14 de agosto de 2007
sábado, 25 de agosto de 2007

O clamor do velho Chico
João Paulo Gomes
Certo dia eu tive um sonho
Com dois pássaros conversando
Certo dia eu tive um sonho
Com dois pássaros conversando
Dizendo que o velho Chico não pode mais sair daquele canto
Dizendo que o velho Chico não pode mais sair daquele canto
Não pode mais sair daquele canto
Não pode mais sair daquele canto
Diga não pra transposição
Diga sim para os ribeirinhos
Diga não pra transposição
Diga sim para os ribeirinhos
Cheguei na beira do rio
E vi os bichos conversando
Cheguei na beira do rio
E vi os bichos conversando
Dizendo que o velho Chico não pode mais sair daquele canto
Dizendo que o velho Chico não pode mais sair daquele canto
Não pode mais sair daquele canto
Não pode mais sair daquele canto
RF
Eu dei um mergulho na água
E vi os peixinhos chorando
Eu dei um mergulho na água
E vi os peixinhos chorando
E Diziam que o velho Chico não pode mais sair daquele canto
E Diziam que o velho Chico não pode mais sair daquele canto
Não pode mais sair daquele canto
Não pode mais sair daquele canto
RF
De repente chega os sem terra
Com as bandeiras tremulando
De repente chega os sem terra
Com as bandeiras tremulando
Dizendo que o velho Chico não pode mais sair daquele canto
Dizendo que o velho Chico não pode mais sair daquele canto
Não pode mais sair daquele canto
Não pode mais sair daquele canto
RF
Subi na margem do rio
E vi os índios se mobilizando
Subi na margem do rio
E vi os índios se mobilizando
Dizendo que o velho Chico não pode mais sair daquele canto
Dizendo que o velho Chico não pode mais sair daquele canto
Não pode mais sair daquele canto
Não pode mais sair daquele canto
RF
Mas quando eu acordei
Eu vi que não era um engano
Mas quando eu acordei
Eu vi que não era um engano
E gritei que o velho Chico não pode mais sair daquele canto
E gritei que o velho Chico não pode mais sair daquele canto
Poema da natureza

Não degrade a natureza, não faça devastação, a floresta te agradece por sua compreensão, limpem os rios, salvem os riachos, que tem no nosso sertão, a água que é mãe da vida, vive presa em garrafão, virou mercado de venda pra que tanta exploração. Até a nossa Amazônia que já foi privatizada tá nas mãos dos estrangeiros, deixando o Brasil sem nada. Companheiros e companheiras. Acorda pra o que acontece, nossas vidas estão em jogo, essa gente não merece.